terça-feira, 16 de junho de 2009


Como uma forma de exercício, fiz uma pesquisa na Biblioteca do SENAC Lapa Scipião em monografias de conclusão de curso de pos graduação do CISME (Criação de Imagem e Som em Meios Digitais).
Três monografias me chamaram a atenção:

“Videodocumentário – representações poéticas em imagens e som” de Ananda Carvalho com orientação de Renata Gómez – Senac SP 2005.

"O Documentário na Era Digital" de Humberto Lima com orientação de Nancy Betts – Senac SP 2006.

"A Difusão do Curta-Metragem na Era Digital" de Maria Fernanda Pires Marques com orientação de Edmílson Felipe da Silva – Senac SP 2007.

A primeira monografia “Videodocumentário” de Ananda reflete sobre o vídeo como arte, apresentado pelo documentário contemporâneo Brasileiro.
Em “O Documentário na era Digiral” Humberto reflete sobre o implacto dos novos meios tecnológicos digitais na produção do documentário brasileiro. Sobre tudo a partir de meados da década de 90 com a introdução das câmeras digitais MINI DV e das Ilhas não Lineares. Constatando que a tecnologia disponível em cada época influencia o processo criativo da linguagem documental.
Já em “A difusão do Curta-metragemna era Digital” Maria Fernanda discute o formato curta-metragem (som e imagens em movimentos de curta duração) e como eles se beneficiam das caracteristicas das novas mídias que ampliam as possibilidades para a disseminação de trabalhos áudio visuais

Mais informações Biblioteca Senac:

http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=a373.htm&testeira=722&unit=CAS,CAJ,CAP&sub=0


ps:em campo “procurar onde” coloque em: Senac Lapa Scipião

domingo, 14 de junho de 2009

Um homem com uma câmera

Sinopse

Grande marco do cinema soviético do período Lenin. UM HOMEM COM UMA CÂMERA é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov. Cópia remasterizada do negativo de 35 mm.

Ficha Técnica

» Direção: Dziga Vertov
» Gênero: Documentário
» Origem: União Soviética
» Duração: 80 minutos
» Tipo: Longa
» Ano: 1929



quarta-feira, 10 de junho de 2009

Origem do termo "documentário"

O termo documentário foi empregado pela primeira vez referindo-se à um longa pelo escocês John Grieson, em um artigo para o jornal New York Sun, em 1926, em que ele comentava o filme Moana, de Robert Flaherty. “Documentário” é uma alusão ao termo francês Documentaire, com o qual eram designados os filmes de viagem. Sobre Moana, Grieson escreveu: “Sendo um relato visual da vida cotidiana dos jovens polinésios, tem um caráter documental”. Entretanto, só no final da década de 20 os documentários são finalmente definidos como um gênero fílmico. Robert Flaherty, Jonh Grierson, Dziga Vertov, dentre outros, são considerados precursores do cinema documental. Nesse período, alguns filmes utilizavam recursos da linguagem ficcional como as locações, caso do documentário Nannok of the North (1922), do próprio Robert Flaherty, registro da expedição do diretor ao Alaska, em 1913.

Nanook of the North, Robert Flaherty, 1921

O filme foi uma revelação na época de seu lançamento, apesar da incredulidade dos primeiros distribuidores. Criava um novo campo de criação situado entre os filmes de viagem e as ficções. Articulava-se em torno da vida de uma comunidade; o cineasta (narrador) era “eliminado”, tal como o narrador da ficção cinematográfica. Incorporou conquistas relativamente recentes da montagem narrativa da época, resultada da manipulação de espaço-tempo. A figura de campo / contra campo presente em diversos momentos do filme, por vezes se combina com um plano que reproduz o ponto de vista do personagem. Recurso de subjetividade que vinha sendo utilizado nas ficções. Dava uma perspectiva dramática dos fatos que acompanhou no local, como o próprio Flaherty dizia. Extrair do próprio ambiente os elementos fundamentais do drama – esta é a base de um método de trabalho, em todos os seus filmes. Nunca escalou atores profissionais, convocava os próprios membros da comunidade para encenarem diante da câmera os seus gestos cotidianos. Micro narrativas eram inseridas em seqüência mais longas, proporcionando detalhes que humanizam o relato. A mesma ambivalência pode ser notada na insistência de Flaherty em encenar situações tradicionais que já não faziam parte da vida da comunidade, mas que serviam ao seu propósito de representação. (Os esquimós já quase não caçavam morsas, muito menos com arpão). O importante é a contribuição original de Flaherty no sentido de criar um método de pesquisa, filmagem e montagem que inaugura uma “narratividade documentária” e o fato de que este método não seria possível sem a “sintaxe narrativa” do modo de representação. Mas para que a tradição do documentário se estabelecesse propriamente, ainda seria preciso esperar mais uma década, até que surgisse uma retórica capaz de dar ressonância ao estilo.

referência: Da-Rin, Silvio – Espelho Partido (Tradição e transformação do documentário) Rio de Janeiro: Azougue Editorial 2004

Nanook no IMDB
http://www.imdb.com/title/tt0013427/
Silvio Da-Rin
SILVIO DA-RIN é secretário do Audiovisual, documentarista, escritor e técnico de som cinematográfico. Realizou mais de uma dezena de filmes e vídeos, vários deles premiados em festivais brasileiros e internacionais. Durante a ditadura, Silvio foi militante da Ação Popular, do Comando de Libertação Nacional (Colina) e da VAR-Palmares.

Recomendo: Filme

Hércules 56
O seqüestro do embaixador americano em 1969


sábado, 6 de junho de 2009